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Caminhos do Conhecimento - A História do Tradicionalismo

A live inaugural do projeto Caminhos do Conhecimento aconteceu em 30 de setembro de 2024, abordando o tema “História do Tradicionalismo Gaúcho.” A condução dessa transmissão ficou a cargo das prendas Luana Denise Brandt Candido (1ª Prenda Adulta do MTG-PR), Isadora Marques dos Santos (1ª Prenda Juvenil do MTG-PR) e Eduarda Cristina Padilha (3ª Prenda Juvenil do MTG-PR). O material apresentado a seguir foi utilizado como apoio durante a live.


De onde surgiu o GAÚCHO?

O gaúcho nada mais é do que o resultado de uma combinação de raças, culturas e costumes. É a evolução entre os POVOS ORIGINÁRIOS; - INDIOS, IMIGRAÇÕES e MISCIGENAÇÃO DE POVOS;

Com o passar do tempo e a miscigenação dos povos surge então “EL GAUCHO”. Que assume dentro de todos os seus usos e costumes influencias das colonizações, refletidos em suas roupas, alimentação, crenças, usos e costumes.

Nós passamos a identificar com mais clareza esse estilo gaúcho de ser, aqui no Brasil, após a década de 1950. Onde houve uma exaltação em contrapartida ao momento onde a cultura norte américa vinha sendo mais valorizada do que a cultura nativa. Mostrando a força, o valor e a identidade do tal gaúcho.


DTG Júlio de Castilhos

O tradicionalismo começou a se organizar a partir do ano de 1947, com a criação do DEPARTAMENTO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS DO GRÊMIO ESTUDANTIL JÚLIO DE CASTILHOS de Porto Alegre. Esse DTG foi fundado no mês de agosto de 1947 por alguns estudantes do Colégio Júlio de Castilhos, liderados por João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes. O Departamento era destinado a estimular o desenvolvimento cultural, por meio de reuniões sociais recreativas, basicamente, eles queriam preservar o legado dos seus antepassados e retomar o sentimento de orgulho das coisas tradicionais. Esse movimento triunfou e ganhou espaço, não só no Rio Grande do Sul, mas em todas as regiões povoadas por gaúchos.


Grupo dos Oito

A Liga de Defesa Nacional incluiu entre as programações da Semana da Pátria de 1947, a transladação dos restos mortais do General David Canabarro de Santana do Livramento até o Partenon Rio Grandense da Santa Casa de Misericórdia em Porto Alegre. Mas, era preciso que houvesse pessoas que acompanhassem esse cortejo. Não poderiam ser qualquer grupo, a guarda deveria ser formada por uma representação de gaúchos tipicamente trajados, que traduzisse a alma da terra e o espírito farroupilha. Pessoas que lembrassem os tempos gloriosos dos nossos estancieiros e suas peonadas, que enfrentaram durante 10 anos todo o império (Na Guerra dos Farrapos de 1835-1845). Foi organizado então um piquete de oito cavalarianos gaúchos do DTG Júlio de Castilhos para

JOÃO CARLOS D´ÁVILA PAIXÃO CÔRTES - “Ser gaúcho é um estado de espírito, não é um nascer, é querer ser!"
JOÃO CARLOS D´ÁVILA PAIXÃO CÔRTES - “Ser gaúcho é um estado de espírito, não é um nascer, é querer ser!"

montar guarda à urna com os restos do grande herói farrapo. Estava formado o Piquete da Tradição, que mais tarde foi batizado como o GRUPO DOS OITO ou até como Grupo dos 8 Bombachudos. Esse grupo era formado por:

  • João Carlos Paixão Côrtes (considerado o maior símbolo do tradicionalismo)

  • Antônio João Sá de Siqueira

  • João Machado Vieira

  • Cilço Araújo Campos

  • Ciro Dias da Costa

  • Cyro Dutra Ferreira (foi patrão do 35 CTG)

  • Fernando Machado Vieira

  • Orlando Jorge Degrazia.



1ª Ronda Crioula

Como uma iniciativa do DTG Júlio de Castilhos, ocorreu no dia 7 de setembro de 1947, com uma programação que se estendia até o dia 20 de setembro, a 1ª “Ronda Gaúcha”, mais tarde chamada de RONDA CRIOULA. Ela teve seu início com uma Centelha de Fogo Simbólico da Semana da Pátria, transportada até o Colégio Júlio de Castilhos, onde foi colocada num candeeiro crioulo, instituindo a 1ª Chama Crioula e as comemorações farroupilhas. A Chama Crioula é o símbolo autêntico da tradição gaúcha. Ela representa na Semana Farroupilha o compromisso de manter acesa a chama sagrada que nunca se apagou nos corações do sul-rio-grandense, e arde nos CTG's, representando a alma gaúcha. Durante a ronda foram realizadas muitas atividades artístico-culturais com apresentações de gaiteiros, declamadores, dançarinos (tradição que é realizada até os dias atuais). E para encerrar a 1ª Ronda Crioula, foi realizado o 1° Baile Gauchesco da história, o popular Fandango.


Uma curiosidade é que essa Ronda Crioula foi, na verdade, a precursora da Semana Farroupilha, oficializada somente 17 anos mais tarde, através da Lei Estadual 4.850, de 11 de dezembro de 1964.
Uma curiosidade é que essa Ronda Crioula foi, na verdade, a precursora da Semana Farroupilha, oficializada somente 17 anos mais tarde, através da Lei Estadual 4.850, de 11 de dezembro de 1964.

35 Centro de Tradições Gaúchas

35 CTG foi o primeiro CTG do mundo, fundado oficialmente em 24 de abril de 1947, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a entidade teve como primeiro patrão o Sr. Glaucus Saraiva e patrão de honra: João Carlos D’Ávila Paixão Cortês.

Batizado com o nome alusivo ao ano em que eclodiu a Guerra dos Farrapos, 1835. O 35 tem uma importância histórica e simbólica para o povo tradicionalista, considerado “O pioneiro”. O CTG carrega no lombo um mérito tão grande que é difícil acreditar que tenha sido idealizado por oito guris recém-saídos do colégio, mas assim foi. A criação do 35, era uma das ações idealizadas pelo grupo em 1947, para trazer de volta os costumes campeiros que estavam caindo no esquecimento.

Primeiros anos de atuação

Os primeiros anos do 35 foram marcados por uma grande rotatividade de participantes, que voltavam ao interior após a conclusão dos estudos. E também forma marcados pela falta de capital, formada em suma por estudantes, a entidade estava sempre “contando mirreis”. O 35 funcionou durante uma década com sede improvisada em uma sala da Farsul, a Federação da Agricultura do Estado.

No fim das contas, o que o 35 queria mesmo era um galpão para chamar de seu. O sonho começou a se concretizar em meados dos anos 1960, quando o patrão da época, Rodi Pedro Borghetti, vulgo Borghettão, foi pessoalmente pedir ao governador um espaço para abrigar definitivamente o CTG. Deu sorte que o chefe do executivo estadual se afeiçoou pela causa da gurizada moça do Rio Grande - em parte também porque, no meio da prosa, o governador descobriu que conhecia o pai de Borghettão, o que sem dúvidas ajudou na conquista do terreno no bairro Jardim Botânico onde a entidade permanece até hoje.


CRIAÇÃO DO MTG RS E INFLUÊNCIA SOBRE OUTROS TERRITÓRIOS

Em 1966, durante o 12º Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado em Tramandaí, foi decidido organizar a associação de entidades tradicionalistas constituídas, dando-lhe o nome de Movimento Tradicionalista Gaúcho, o MTG.

Assim é que, desde 28 de outubro de 1966, a Instituição se tornou conhecida como MTG.



Movimento Organizado no PR

No Paraná a primeira entidade tradicionalista que marcou o inicio da expansão fora do Rio Grande do Sul, foi o CTG Vila Velha de Ponta Grossa, fundado dez anos após o 35 CTG. Tal fundação se deu em uma cidade cujo surgimento esteve estreitamente ligado ao tropeirismo e a pecuária, Vila Velha também foi responsável pelo primeiro rodeio tradicionalista do Paraná. Seguido dele tivemos o CTG VINTE DE SETEMBRO de Curitiba, fundado em 1962, No Paraná, após a criação do 20 de Setembro, as iniciativas se propagaram por todo o estado, chegando hoje a cerca de 150 centros distribuídos por vários municípios.


Mais de 900 centros espalhados pelo mundo!


Criação do MTG-PR - 1975

O movimento Tradicionalista Gaúcho do Paraná (MTG-PR) foi fundado em 5 de dezembro de 1975, teve como patrão fundador o Sr. Carlos Meira Martins e carrega como lema: “Povo sem tradição, morre a cada geração”.

A história do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) no Paraná, começou em 1982, quando foi criada 1ª Região Tradicionalista (RT) do estado, a “Região Metropolitana”. A criação foi resultado de uma proposta do então patrão executivo do MTG-PR, que visava fortalecer o movimento e expandir sua atuação.



Referências

Apostila de Estudos para Concursos de Prendas e Peões Birivas do MTG PR

https://www.mtg.org.br/wp- content/uploads/2021/08/PIA21-2016-01.pdf

https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e- lazer/noticia/2023/04/primeiro-centro-de- tradicoes-gauchas-35-celebra-o-passado-e- reflete-sobre-o-futuro- clgwfq61m001t016xowuj47su.html



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